Com Letra Maiúscula #1 – Eliane Brum

Pensei em iniciar esse texto dizendo como a conheci, começando pelo começo. Só então me dei conta de que não me lembro. Sabe essas coisas da vida que simplesmente já fazem parte da gente? Enfim, não me recordo do “como, quando, onde” – falha grave para uma jornalista –, mas são só detalhes. Puxa vida, já estou me contradizendo: ela me ensina, semanalmente, a importância dos detalhes, do olhar de verdade para as pequenas coisas – e as grandes também.

Ela me instiga a pensar em mim, no mundo, nos outros. Pensar, simplesmente. Fazemos isso o tempo todo, mas quando paramos para realmente pensar, notamos que perdemos tempo demais com coisas que não deveriam ocupar tanto a nossa cabeça. Enfim, papo de doido, né?! Pois é assim mesmo que os textos de Eliane Brum me fazem sentir – e eu adoro isso. Nunca escrevi sobre ela porque ficava cheia de dedos, achava que precisaria de muita inspiração para expressar à altura o quanto essa mulher contribui, com passagens de sua vida de repórter, para que eu seja uma Débora melhor.

Com cara de cansada e feliz ao lado da Eliane, no ano passado

Mas deixei essa bobagem pra lá e é com a Eliane, que conheci pessoalmente em 26/5/09, durante o 4º Jornalirismo Debate – Jornalismo Literário, que estreio a Com Letra Maiúscula, seção fixa do blog (pelo menos a intenção é essa). E o que me motivou a falar sobre ela agora foi o Escrivaninha Xerife, que acabo de conferir, com o qual ela se despede da Editora Globo. Ia simplesmente twittar sobre isso, mas Eliane Brum merece um pedacinho do meu tempo – e muito mais do que 140 caracteres. Espero, com essas minhas palavras tortas e digitadas às pressas, não estar passando a impressão para quem não a conhece de que seus textos têm um quê de autoajuda ou “riponguisse” (eu hein, sai pra lá!). Leiam alguns textos e entenderão o que quero dizer.

Eliane está de saída da Época, onde atuava como repórter especial, mas continua com a coluna Nossa Sociedade no site da revista, para a qual escreve às segundas-feiras. É autora dos livros Coluna Prestes – O avesso da lenda (Artes e Ofícios); A Vida que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial), ganhador do Prêmio Jabuti em 2007; e O Olho da Rua – Uma repórter em busca da literatura da vida real (Globo). Li os dois últimos e os recomendo sem pensar duas vezes – mergulhei em ambos e, de certa forma, me transformei.

Espero que essa porto-alegrense o cative como fez comigo. Respeito sua coragem, reconheço sua trajetória, admiro o carinho que tem com todas as pessoas que passam por sua vida. E agradeço imensamente pelos textos simples, emocionantes e extremamente inspiradores.

5 respostas para Com Letra Maiúscula #1 – Eliane Brum

  1. Dayane disse:

    Querida Débora… Blog é uma coisa estranha, de repente, ficamos off! Os textos ficam escassos… A falta de “posts” é grande.
    E, assim como você, ando voltando para o blogroll, com um blog novo.
    Ao mesmo tempo, talvez, isso faça parte daquele intervalo necessário para quem se atreve a criar qualquer coisa, como um texto jornalístico, uma ficção! Ou para quem pinta, compõe… também!
    Olha, às vezes, até fazer comentário no blog dos amigos deixa-nos preguiçosos! (Mas, isso está mais para falta de vergonha na cara… haha)
    Assim, cá estou, vendo a sua retomada e esperando que nos preencha com o seu olhar mais vezes.
    E ao ler seu texto sobre a Eliane Brum, fiquei curiosa para saber dela e lembrei da Clarice… pois, ela também tinha essa “coisa” de falar sobre o cotidiano sempre nos trazendo segredos silenciosos e cheios de vida interior para embelezar nossos olhos embaçados da loucura ao redor.
    Bom, moça, esse meu comentário longo é também porque estou com saudade da senhorita! hehe
    Além disso, estamos com conversas pendentes, não é mesmo?!
    Mas, deixa estar… já já, serei sua vizinha… e vai ficar mais fácil botar o papo no seu devido lugar!! (quis rimar… hehe)
    Um beijão=))

  2. Guilherme disse:

    Deb, me identifico bastante com o texto da Eliane Brum. Nem a pressa consegue tirar o que ela representa para vc, nem para mim, nem para outros tantos leitores que ela inspira. Nossa, e o post passado? Verso inspiradíssimo. Lindo, lindo. bjos.

  3. Luciene Câmara disse:

    Oi, Deby, não conheço a Eliane Brum tanto como eu gostaria, mas o pouco que li e ouvi dela realmente me inspirou. De certa forma, você e o Gui, na esperta juventude de vocês, me aproximaram da Eliane um pouquinho, e os agradeço por isso. Acho que a vida é assim, vamos trocando experiências e prazeres, e é incrível como algumas conversas mudam o nosso jeito de ser, de olhar, de “escutar”. Desde que ouvi a Eliane Brum no encontro do Jornalirismo, busco aguçar minha audição e acolher as palavras dentro de mim com especial atenção. Esse deveria ser um sentido apurado naturalmente, mas sabemos que, no dia a dia, não é bem assim. Obrigada por essa leitura gostosa. Beijos da Lu.

  4. Aline disse:

    Nega! Mudei de blog, voltando aos poucos… Ensaio. Beijocas, Aline.

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