Para tudo sempre tem uma estreia: meu primeiro poema

06/07/2009

É bonita, a menina.
Ela passa, sorri, prende o cabelo, ela fica bonita – mais, mais bonita.
Olha a beleza da menina, atarefada, acorda, sonha, e suspira.
A gargalhada bonita da guria aparece junto com o príncipe, moreno e galego – os dois, como pode?
E quando tem presente da mãe, cor de rosa, de menina, também se alegra a bonita.
Ela tenta, faz cara de moça, se arruma, adulta ela quer ser, mas não tem jeito, é bonita, a menina.

Sentei na frente do computador, encarei o cursor piscando na tela branca do Word e o texto saiu, bobinho e curtinho, simples assim. Pra você, Lu – menina bonita de boniteza que todos veem por fora, e alguns têm o privilégio de ver por dentro.


Escola de fim de semana

28/06/2009

No dia em que o Brasil conquista a Copa das Confederações pela terceira vez, posto aqui a visão de um momento pueril dos campinhos que podem transformar pequenos pernas de pau em célebres jogadores de futebol. O texto foi escrito após um exercício proposto pela Monica Martinez, durante o curso Redação Criativa, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.

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Somos o país do futebol e a maior torcida do estado é, como todos sabem, a do Corinthians. Por isso não me espantou ver três daqueles 12 ou 13 meninos com apetrechos do clube. Pouco mais de meio-dia e aqueles garotinhos, numa manhã ensolarada de sábado, dedicavam-se a esse esporte que é paixão nacional. Algo nada extraordinário, e é justamente daí que vem sua beleza.

“Pô, eu não te falei para marcar ele? Ele é esperto, tem que ficar em cima dele?”, diz um dos rapazinhos alvinegros para o amigo de camiseta vermelha, depois do gol sofrido. O pequeno corintiano, percebendo que talvez tenha pegado pesado, vira-se novamente para o colega, dessa vez com mais cordialidade. “Poxa, fica em cima dele, tá bom?”, insiste.

A outra criança limita-se a um singelo aceno com a cabeça. Havia pássaros cantando, mas ele não ouviu. Um cachorrinho yorkshire não parava de resmungar, mas o nosso jogador nem ligou. Ele falhara. O cara do time adversário passou por ele antes de concluir a jogada e ele não conseguiu detê-lo. É, ele falhara. Magoa-se com a bronca, mas logo parte agitado para o jogo, afinal, mais do que nunca, precisa mostrar que é bom de bola.

O ressentimento logo passa – como sempre acontece na infância – e o nanico, que durante toda a partida se agachou para amarrar as já gastas chuteiras, logo bate na mão do moleque que tinha acabado de repreendê-lo. A equipe ganha a partida e o garotinho atrapalhado, percebendo que estava sendo observado, se exibe. “É, ganhamos mais uma, ganhamos mais uma”! Ele já treina a postura de craque, mas os olhos, ah, esses são só de um menino.

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Pena que eu estava sem minha câmera fotográfica. O dia estava realmente lindo e eu gostaria muito de ter registrado, não apenas na memória, a carinha do pequeno…


Já não era sem tempo

20/06/2009

Escrever um texto inaugural é sempre difícil. Seja para o começo de um livro, de uma matéria, de um trabalho acadêmico ou de um blog, é o momento crucial do “ou vai ou racha”. Pois bem, rachou! Esse post marca o nascimento do Imagem paginada, letra sustenida, meu primeiro filhote no mundinho virtual. Bem, até tive outro antes… mas abafa, não vem ao caso.

Para quem tem me cobrado a criação desse espaço e também para outros leitores que por ventura passarem por aqui, digo sem delongas que o melhor é não criar expectativas (inclusive preciso dizer isso para mim mesma!). Oras, desfaçam essas caras feias, explico: sem elas, não há pressões e nem decepções. Assim, se por acaso pintar coisa boa por aqui, será lucro – para mim e para vocês.

Estou feliz em dar esse passo. Parece pouco, mas fazer algo sem pensar em formatos, datas e outras definições é bastante coisa para uma geminiana metida a perfeccionista.

Espero vê-los sempre por aqui. Até!