Com Letra Maiúscula #2 – Fabrício Corsaletti

06/06/2010

Hoje trago uma dica meio no escuro. Não sei nada sobre o cara e acabo de ler, pela primeira vez, uma de suas poesias. Isso graças ao maravilhoso mundo do Google Reader, que me proporciona tardes de domingo bastante agradáveis.

Confesso que não sou muito chegada a versos, mas ao ler estes aqui, que por pouco não me passaram despercebidos, resolvi fazer uma busca do nome do autor e me deparei com o seguinte vídeo de divulgação:


E adorei. Na pesquisa, descobri que Fabrício é considerado uma das mais importantes vozes poéticas contemporâneas do país. Previsões definitivas como essa podem ser frustrantes, mas dessa vez acho que vou pagar pra ver.

Esquimó (Companhia das Letras, 2010) tem 80 páginas e reúne poemas escritos entre 2006 e 2009. Para ler mais sobre as obras do escritor e poeta, acesse a página dele no site da editora.

Se você conhece esse ou outros trabalhos de Corsaletti, não deixe de registrar seu comentário.


Tô só divagando, seu moço

21/02/2010

Moço,
Quando o céu acinzentar e a vida escorrer
Me leve daqui, pra junto de ti
Onde eu possa usar o vestido até o pé
Um laço ele tem, azul ele é

Ei, moço,
Não me esqueça aqui, senão eu choro por ti
E assim não sei nem que graça a vida tem
Quando a poeira baixar, juro, não vou reclamar
Pois tendo você eu só quero amar

Psiu, moço,
Quando a chuva cair em nossas cabeças
Me abrace bem forte, me dê sua mão
Vamos passear, só quero estar
Com você, meu bem, pra sempre, meu bem.


Para tudo sempre tem uma estreia: meu primeiro poema

06/07/2009

É bonita, a menina.
Ela passa, sorri, prende o cabelo, ela fica bonita – mais, mais bonita.
Olha a beleza da menina, atarefada, acorda, sonha, e suspira.
A gargalhada bonita da guria aparece junto com o príncipe, moreno e galego – os dois, como pode?
E quando tem presente da mãe, cor de rosa, de menina, também se alegra a bonita.
Ela tenta, faz cara de moça, se arruma, adulta ela quer ser, mas não tem jeito, é bonita, a menina.

Sentei na frente do computador, encarei o cursor piscando na tela branca do Word e o texto saiu, bobinho e curtinho, simples assim. Pra você, Lu – menina bonita de boniteza que todos veem por fora, e alguns têm o privilégio de ver por dentro.